A Segmenta, indústria 100% nacional de produtos voltados ao mercado hospitalar, vai doar 55.610 unidades de soro hospitalar para as iniciativas de alívio às vítimas do terremoto que arrasou o Haiti em 12 de janeiro. A contribuição inclui toda a
linha Medflex de bolsas e Linhamax
de frascos de Soluções Parenterais de
Grande Volume (SPGV's) da Segmenta.
Ambas incluem soro fisiológico,
glicofisiológico, glicose 5%, glicose
10%, ringer, ringer com lactato e água
para injetáveis.
O soro da Segmenta é produzido em Ribeirão Preto, onde a empresa ergueu o maior e mais moderno parque fabril de SPGV's do Brasil, com tecnologia de ponta e uma equipe de profissionais altamente qualificados. Em respeito às pessoas e ao meio ambiente, a fabricante utiliza a melhor matéria-prima e produz embalagens concebidas a partir de polipropileno, totalmente isentas de PVC.
A operação logística emergencial será capitaneada pelo governo brasileiro, que retirará os produtos em 8 de fevereiro, os levará até a base do Exército brasileiro no Rio de Janeiro e depois os enviará ao Haiti.
“A missão da Segmenta é oferecer produtos e serviços médico-hospitalares de alta performance a partir de atividade empresarial economicamente sustentável e socialmente responsável. A empresa se sente gratificada pelo fato de seus produtos ajudarem a curar pessoas e espera que sua doação faça alguma diferença nas linhas de frente, uma vez que a falta de acesso a produtos médicos adequados no Haiti intensifica o desastre”, declara Geraldo Mol, diretor executivo da da Segmenta.
Sobre a Segmenta – Empresa 100% nacional, a Segmenta desenvolve produtos inovadores para o setor hospitalar. Com um crescente portfolio de produtos direcionados aos hospitais e clínicas de todo o Brasil, a empresa conquistou em 2010 a liderança nacional em Soluções Parenterais de Grande Volume (SPGV's) em Sistema Fechado, fabricadas com a mais avançada tecnologia de produção, além de antissépticos, saneantes e soluções especiais.
Mortos – O número de mortos pelo terremoto do dia 12 de janeiro no Haiti passou de 200 mil, afirmou o primeiro- ministro haitiano, Jean-Max Bellerive na quarta-feira (3). Há protestos no país, por causa da demora na chegada da ajuda para as vítimas. Mais de três semanas após o terremoto, de magnitude 7,0 na escala Richter, Bellerive disse que o pequeno país caribenho foi atingido por “um desastre em escala planetária”. “Há mais de 200 mil pessoas que foram claramente identificadas como mortas”, afirmou. Ele disse que mais de 300 mil feridos receberam tratamento. Além disso, 250 mil casas foram destruídas e 30 mil negócios, perdidos.
Pelo menos quatro mil amputações foram realizadas, por causa dos sérios ferimentos causados pelos desabamentos. Bellerive disse que propôs a formação de um “governo de emergência” no Haiti para lidar com a crise. Ele insistiu, apesar disso, que as autoridades estão “no controle da situação”, apesar das muitas baixas entre funcionários públicos pelo terremoto. Apesar de uma grande operação de ajuda estar em andamento,há problemas com a coordenação. Também a grande extensão dos estragos atrapalha a distribuição de comida e água, gerando tensão entre os um milhão de desabrigados.
”O governo haitiano não fez nada por nós, não nos deu trabalho algum. Não nos deu a comida de que precisamos”, disse Sandrac Baptiste, enquanto deixava sua barraca improvisada para participar de um protesto, na quarta-feira. Aproximadamente 300 pessoas se reuniram perto do escritório da prefeitura de Porto Príncipe, para reclamar da situação. Outros 200 manifestantes se concentraram perto da embaixada dos EUA, pedindo comida e ajuda.
Washington enviou aproximadamente 20 mil soldados para a operação de auxílio. O vice-diretor da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Anthony Chan, disse entender o descontentamento da população após o desastre. “Nós estamos fazendo o melhor que se pode esperar”, garantiu. Agências humanitárias alertaram, porém, para o fato de que as doações para o Haiti foram muito menores, em comparação com o ocorrido após o tsunami de 2004, na Ásia, que matou aproximadamente 220 mil pessoas.
O chefe da Cruz Vermelha na França, Jean-Francois Mattei, disse que a missão da entidade no país europeu recebeu 11,5 milhões de euros (US$ 16 milhões) para ajudar o Haiti. Após o tsunami, o valor arrecadado foi dez vezes maior. A Cruz Vermelha Internacional levantou US$ 3 bilhões para trabalhar no tsunami. No caso do Haiti, o valor caiu para US$ 555 milhões.
Sérgio Masson/Jornal Tribuna de Ribeirão Preto.
A-6 - Sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010.
Voltar para notícias Topo Enviar a um amigo